Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 07/09/2022
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante promover o bem de todos. No Brasil, entretanto, esse viés constitucional não é efetivado de modo correto, sobretudo no que tange à problemática dos desafios da inclusão de pessoas com autismo. Nesse sentido, os alicerces desse imbróglio são: a negligência governamental e os estigmas relacionados a condição.
Em primeiro plano, a indiligência estatal é a principal responsável pelo revés em discussão. Acerca disso, Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, caracteriza a prudência como a maior virtude política, por ser a “virtude” da boa deliberação. Contudo, a máquina pública não delibera a partir desse pensamento prudente, especialmente no que se refere às dificuldades da inclusão de indivíduos com o transtorno do espectro autista no País, o que ocasiona diversos problemas. Tais reveses, na generalidade, são: a carência de vagas no mercado de trabalho e a dificuldade de acesso a um ensino público inclusivo e de qualidade, ambos os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ademais, os preconceitos ligados a condição são os causadores primários da complicação em debate. Em adição, Flávio Arns, ex-senador, são necessárias as realizações de campanhas para a conscientização da comunidade sobre o autismo e, assim, evitar o preconceito das pessoas com o transtorno. Dessa forma, cabe ressaltar os corolários que acentuam essa situação precária. Assim sendo, podem acontecer consequências como, a discriminação, o bullying nas escolas, isolamento social, depressão, dentre outros. Logo, é essencial superar essas decorrências que atestam, mormente, um cenário problemático.
Portanto, são necessárias ações a fim de atenuar o impasse. Para tal, o Governo Federal, responsável pela administração federalista, por meio do investimento de verbas da União, deve criar projetos de auxílio a ingressão no mercado de trabalho, também a criação de meios que facilitem o acesso a um ensino público de qualidade, e programas de apoio emocional e contra a discriminação a pessoas com autismo no contexto nacional. Esses projetos serão originados com o intuito de mitigar a problemática. Desse modo, serão reservados os direitos constitucionais, assim como amenizar-se-ão os imbróglios supramencionados.