Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/10/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito á saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa a inclusão dos autistas nos tratamentos médicos, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse cenário, a ineficácia governamental e a lacuna escolar se mostram problemas a serem resolvidos.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a inclusão dos autistas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, pessoas que possuem o espectro autista, na maior parte das vezes, são excluidas da sociedade, havendo um desiquilibrio hordieno nas escolas, no trabalho, e em outros espaços públicos, como nos hospitais, para receberem o devido tratamento. Logo, medidas devem ser tomadas a fim de que essa indiferença com as pessoas diagnosticadas com autismo tenha um fim e elas possam finalmente obter os seus direitos.

Em detrimento dessa questão, a forma como a maioria das escolas agem quando há um aluno autista também pode ser pontuada como promotora do problema. Em exemplo disso, a série coreana , “Uma advogada extraordinária”, apresenta uma personagem com autistmo, demonstrando que a maior parte das escolas não entendem e não incluem uma pessoa com tal transtorno. Hordiernamente, as escolas brasileiras não possuem uma realidade diferente, fazendo com que a exclusão desas pessoas se torne algo comum. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perpetuar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a exclusão dos autistas. Cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde do povo, em parceria com o Ministério da Educação, promover campanhas informativas, por meio de escolas e hospitais, com o intuito de ensinar sobre o autismo. Dessa forma, observar-se-á uma sociedade que busca o equilíbrio de Aristóteles.