Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/11/2022
Na série Atypical é descrito o cotidiano do protagonista Sam, que possui a síndrome de Asperge, que esta incluindo no espectro autista. Assim, o personagem Sam enfrentar diversas dificuldades no seu dia a dia devido à falta de conhecimento das pessoas sobre seu transtorno ou o preconceito, que acabam excluindo de atividades básicas, como frequentar colégio tradicional. Dessa forma, fora do universo, os comportamentos da sociedade são semelhantes, logo complicando a sua inclusão.
Em primeiro plano, a lei 12764 garante os direitos dos autistas em diversas esferas sociais, como o direito de estudar em escolas tradicionais. Entretanto, esta lei não é efetivamente cumprida, visto que, segundo o Ministério da Educação (MEC) somente cerca de 38% portadores de autismo no Brasil estão matriculados em escolas que não são especializadas no ensino de pessoas com necessidades especiais. Também, conforme o Centro Municipal de a Ensino (CMEI) muitas das escolas não têm tutores especializados para auxílio de alunos com transtorno. Dessa maneira, é necessário políticas públicas para inclusão no ensino educacional.
Em segunda análise, no Art. 5° da constituição Federal brasileira “todos são iguais perante a lei sem descrição de qualquer natureza”. Contudo, portadores de espectro autista são menosprezados pela sociedade, por serem estereotipados como incapacitados, logo nomeados por apelidos cruéis e considerados incapaz de socializar, trabalhar e estudar. Isto, ocorre devido à falta de informação das pessoas sobre o transtorno, assim, fazendo a continuidade do preconceito e dificultando a construção de uma visão mais empática.
Portanto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos, em parceria com o Ministério da Saúde, investi em palestras socioeducativas e propagandas publicitárias, visando conscientizar e informatizar a população sobre o autismo e seus desafios a serem enfrentados em uma sociedade sem acessibilidade. Ademais, cabe o Ministério da Educação aplicar uma multa para escolas que não matriculam crianças e adolescentes com transtorno neurodesenvolvimento e o Governo Municipal e Estadual deve investir em concurso públicos para contratação de tutores.