Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 14/05/2023
O personagem André da “Turma da Mônica” é diagnosticado com o transtorno do espectro autista e, apesar disso, todos os seus colegas respeitam sua situação e fazem o possível para inclui-lo nas brincadeiras. Fora da ficção, por outro lado, a realidade brasileira apresenta desafios em relação à inclusão de pessoas com autismo, os quais são a difícil aceitação familiar do diagnóstico e os estigmas presentes nas escolas.
Em primeiro lugar, o difícil processo de aceitação parental é um catalisador da problemática. A esse respeito, dados do G1 mostram que cuidadores vivenciam insegurança, medo e sentimentos negativos após o diagnóstico, pois associam a doença de seus filhos aos estágios mais avançados e graves da patologia. Nesse sentido, percebe-se que há uma falta de conhecimento sobre a fisiopatologia do Transtorno do espectro autista pelos pais e essa falta de entendimento prejudica a correta inclusão de pessoas com autismo no grupo familiar, já que os cuidadores ainda não compreendem tal fato com totalidade.
Ademais, as visões pré-estabelecidas dos outros discentes são intensificadoras da problemática. Sobre isso, de acordo com a Filosofia, estigmas são todos os pensamentos pré-moldados a respeito de determinado grupo e surgem pela falta de conhecimento acerca dos outros indivíduos. Dessa forma, como as crianças não entendem o autismo com totalidade, elas, nas escolas, ao verem uma criança acometida pela patologia, fazem brincadeiras desagradáveis sobre a situação do indivíduo, as quais impactam na exclusão de pessoas com o transtorno. Logo, os conhecimentos a respeito do aspectro autista devem ser difundidos.
Portanto, depreende-se que os impasses supracitados carecem de medidas. Dessa maneira, os Ministérios da Cidadania e da Educação devem, em conjunto, ampliar o conhecimento populacional sobre o transtorno autista por meio da semana escolar “Difundindo respeito”. Em tal período, toda a comunidade estudantil terá acesso a palestras e atividades lúdicas que exemplifiquem tanto a difícil aceitação do diagnóstico pelos pais quanto os estigmas dos discentes, para que, da mesma forma que André, mais pessoas sejam incluídas no Brasil de forma eficaz.