Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 08/07/2023

Na série “The Good Doctor”, lançada em 2017, o personagem principal é um médico com autismo que demonstra ser capaz de exercer sua profissão com excelência. Na realidade, fatos como ocorridos no programa acabam por serem exceções, já que muitas vezes o indivíduo autista sofre problemas como a infantilização e preconceito por parte da sociedade.

Diante desse viés, é visto que muitas das vezes, algumas famílias veem o autista como alguém incapaz de realizar determinadas atividades de forma independente, fazendo com que não desenvolva caraterísticas que possam se consideradas importantes para o seu amadurecimento, como a autonomia, tornando difícil a integração da pessoa com autismo em um ambiente da qual ele necessite ser autossuficiente. Isso cria um cidadão que acabar por ter insegurança de tentar alçar caminhos sozinhos e a permanecer dependente de outrem durante todo o seu percurso de vida.

Ademais, outro problema agravante é o preconceito. De acordo com o Instituto de Educação e Análise do Comportamento (IEAC), cerca de 55,1% de crianças com autismo já sofreu capacitismo, trazendo consequências que podem perpetuar até a fase adulta. Tal atitude pode gerar um sentimento na pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) de que não deveria pertencer ou ocupar certas posições de trabalho, desencorajando o indivíduo autista a alcançar objetivos ou até mesmo a ter uma visão de futuro quanto a si mesmo.

Portanto, a infantilização e o preconceito são problemas a serem superados. O Governo Federal juntamente do Ministério da Saúde deve criar campanhas em redes sociais e televisão que visem desconstruir a ideia de infantilidade em relação à pessoas autistas, para que a sociedade possa ter uma visão mais correta quanto a pessoas com TEA e suas capacidades, além de disponibilizar através de unidades básicas de saúde (UBS) cartilhas que orientem as mães atípicas no melhor tratamento possível para melhorar a qualidade de vida dos seus filhos. Visando criar um jovem com capacidade para ter uma vida independente e estar mais incluso na sociedade.