Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/08/2023
Na Grécia antiga, pessoas que possuíam alguma deficiência física ou transtornos associados à mente eram vistas como amaldiçoadas, sendo excluídas do convívio social. Na contemporaneidade, a inclusão de pessoas com tais condições ainda é um desafio em meio a sociedade brasileira, principalmente, aqueles portadores da Tanstorno do Espectro Autista(TEA). Desse modo, destacam-se o preconceito e a negligência governamental como fatores que corroem o bom convívio.
Nesse âmbito, convém enfatizar que a descriminação enraizada - forte, ao se tratar de questões psíquicas - favorece a problemática. Nesse viés, o sociólogo Michel Foucalt discorre que a existência de preconceito que reside nos diferentes grupos ao longo da sociedade, é resultado dos padrões criados pela consciência coletiva. Tal consciência, adentra a questão de pessoas que são portadoras do TEA, uma vez que a construção da imagem designada a esses indivíduos comporta-se de maneira segregacionista, minimizando sua independência e estereotipando padrões comportamentais, logo, prejudicando sua participação como cidadão. Assim, vê-se a situação histórica se repetir.
Outrossim, vale ressaltar que a falta de ação por parte do Estado, infelizmente, retarda a inclusão dessa parcela popular. Sobre isso, a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia jurídica no país - defende a isonomia, sendo independente da condição física ou cognitiva do cidadão. No entanto, na prática, se vive uma antítese do que foi promulgado, uma vez que a falta de estruturas e atividades de inclusão coletiva voltadas para o grupo TEA são naturalizadas. Assim, ações devem ser tomadas ao combate dessa incompetência.
Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação - agente propagador do conhecimento no país - combater o preconceito, por meio de uma nova matéria na grade curricular brasileira, a qual ensine os alunos a lidar corretamente com pessoas portadoras do TEA, a fim de desconstruir, de modo gradual, o maléfico pensamento coletivo.Ademais, o próprio Governo Federal, estabelecer um novo plano de inclusão, por intermédio de investimentos em centros de atividade coletiva onde sejam colocadas palestras com profissionais da área. Destarte, a história não vai se repetir.