Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/04/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civlização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de contlitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea, no tocante aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Nesse sentido, há de se combater não só a negligência governamental, mas também o sileciamento em torno do tema.
Primordialmente, convém ressaltar que a indiferença estatal é um potencializador do imbróglio. A respeito disso, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura observada, uma vez que as autoridades governamentais permanecem omissas para investir em debates sobre o autismo e não investem, de modo eficaz, no sistema público de saúde, a fim de facilitar o diagnóstico.
Outrossim, a falta de informações é outro complexo dificultador. Nesse sentido, segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema, na medida em que não informa os sintomas, qual profissional procurar e possíveis tratamentos. Assim, desconhecendo sobre o transtorno, as famílias permanecem passivas diante da situação.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de resolver o imbróglio. Para tanto, é papel do Governo Federal investir no sistema de saúde público, mediante o redirecionamento de verbas da união. Nesse contexto, a partir de tal capital, deveria ser incentivado a capacitação dos profissionais de saúde e veiculação nas mídias digitais - redes sociais e canais abertos de televisão - debates e palestras sobre o tema. Assim, espera-se, com isso, que as famílias sejam orientadas sobre o tema e que o Estado deixe de ser omisso.