Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/05/2024

Dirigido por Robert Zemeckis, o filme “Forest Gump” retrata a história de Forest, um homem com espectro autista e as dificuldades enfrentadas ao longo de sua vida. Analogamente, no Brasil contemporâneo, grande parte da população com autismo enfrenta diversos desafios para a sua efetiva inclusão na sociedade, em razão do preconceito social e da displicência escolar.

Inicialmente, deve-se destacar o estigma social acerca do autismo como fator agravante do problema em questão. Nesse contexto, o sociólogo Erwin Goffman afirma que estigma é toda atribuição negativa feita a determinado tema sem o conhecimento prévio acerca deste. Sob essa óptica, a sociedade brasileira apresenta uma postura de ignorância com relação ao tema abordado, contribuindo para a construção de um imaginário estigmatizado sobre a condição de autista, prova disso é a crença popular de que este grupo social é incapaz de agregar na vida pública e de contribuir para as atividades sociais. Consequentemente, tal visão preconceituosa compromete com a inclusão do autista no meio social, pois, muitas vezes, dificulta a este o acesso a emprego e relacionamentos amorosos.

Outrossim, a negligência da escola brasileira à inclusão do estudantes autistas no ambiente escolar é fator primordial para agravar o imbróglio retratado. Nesse viés, a obra “Crônicas da Educação”, da escritora modernista Cecília Meirelles afirma que a educação é viés fundamental para a formação do caráter crítico do indivíduo diante da sociedade. Entretanto, a contribuição do colégio brasileiro, principalmente da rede pública, na formação do caráter do estudante autista para enfrentar os desafios sociais permace, na maioria dos casos, ausente, restringindo as habilidades presentes nesses indivíduos e não contribuindo para o convívio destes com outras crianças, castrando suas habilidades sociais.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal busque conscientizar a população acerca do autismo, por intermédio de campanhas e programas públicos de informação, bem como otimizar o processo de educação dos indivíduos portadores do espectro, por meio de atividades de socialização, objetivando uma melhor qualidade de vida para o grupo. Dessa forma, será feita a efetiva inclusão do autista.