Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/07/2024
A série “Arypical” da Netflix, é voltada para o Sam, um jovem de 18 anos que foi diagnosticado com autismo e precisa lidar com questões amorosas, sexuais, bullying e amadurecimento para ingressar na faculdade. Nesse sentido, fora da ficção, diariamente os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil tem se perdurado. Por certo, a negligência estatal e a ausência de informação são fatores que contribuem para esse quadro.
Percebe-se, a princípio, que o descaso estatal possui íntima relação com o revés. Nessa ótica, de acordo com o filósofo John Locke, configura-se como um rompimento do Contrato Social, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que todos desfrutem de seus direitos. Assim, devido à débil ação do Poder Público e à insuficiência de legislações realizadas, é mantido os impasses para acabar com as dificuldades que os austistas enfrentam no convívio em sociedade, como por exemplo, filas de transporte público que não há preparação adequada para os autistas impacientes. Dessa forma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ressalta-se, ademais, a escassez de informações acerca do Transtorno do Espectro Autista. Nesse contexto, devido ao número elevado de portadores dessa condição, foi criado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, e o “Abril Azul” - mês da luta de quem vive com o transtorno. Sob esse viés, nota-se que houve uma evolução, mas ainda, grande parte dos autistas sofrem com preconceitos sociais, pois na maioria das vezes as pessoas não tem paciência e não sabem reconhecer a característica de um autista. Destarque, é imprescindível que haja mudança.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater essa problemática no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde junto com o Estado, estipularem leis aos comércios com ambientes mais fechados a ter uma estrutura para quem é autista, por exemplo, disponibilizar fones antirruídos descartáveis, a fim de amenizar a sensibilidade auditiva. Além disso, visando na inclusão, cabe as mídias - programas de tv, redes sociais - divulgarem mais sobre o tema, com o objetivo de aprender melhor sobre o assunto e reconhecer sinais do transtorno. Por conseguinte, o autista ter mais coragem de lidar com a sociedade, como o jovem em Atypical.