Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/07/2024
A série estadunidense `` O Bom Doutor´´ relata a história do jovem médico Chaw que possui autismo e sofre diariamente na profissão por possuir a doença. Nota- se no decorrer da série a privatização e a dor que Chaw vive e que apesar de ser uma distopia, no Brasil, milhares de outros Chaws compartilham dessa mesma mazela. A partir desse contexto é indispensável pontuar os principais fatores que impedem a inclusão de pessoas com autismo no Brasil.
Nesse cenário , é nítido que a ignorância é uma das principais causas da criação de preconceito contra essa população. Isso acontece porque como já dito pelo sociólogo Emile Duckeim ´´nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade`` o que faz refletir a uma visão crítica sobre como a sociedade influencia para a inclusão desse grupo, apesar de uma parcela significativa sofrer de doenças neurológicas, ainda são propagadas informações incorretas sobre o tema. Esse processo fortalece a ideia que esses integrantes são incapazes de conviver em sociedade, como realizar trabalhos que exija habilidade de comunicação e aprendizado contínuo, como acontecia com o protagonista Chaw.
Ademais, acerca da lógica ao transtorno espectro autista, é válido retomar ao aspecto supracitado quanta a omissão estatal nesse caso, mesmo havendo uma lei de proteção dos direitos que dizem ser garantidos, mas que ficam explícitos somente na artigos, uma vez que na sociedade portadores sentem na pele a falta de garantia. Isso acontece pela a falta de investimentos públicos, dando enfâse na esfera educacional sem estruturas pedagógicas. Adam Smith descreve que a pobreza e desigualdade são acidentes na sociedade, mas sim consequências de políticas falhas.
Portanto, são essenciais obter medidas para que haja uma inclusão efetiva de pessoas portadoras da doença. Para isso compete que o Governo Federal, junto com o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde crie um projeto de inclusão social para portadores do TEA, com palestras públicas e que tenha a participação de autistas ministrando as palestras, afim de desenraizar a ideia de que esses especiais não possa conviver de forma´´normal´` . E cabe ao Ministério de Saúde investir em novos centros especializados.