Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/08/2024
A Carta Magna, promulgada em 1988, tem o objetivo de delinear direitos básicos aos cidadãos brasileiros, como a acessibilidade social. Porém, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas, pois ainda se observam desafios em relação à inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Sob essa ótica, destacam-se a influência da economia contemporânea e a falta de comprometimento educacional oferecido pelo Estado como os seus principais problemas a serem discutidos.
Primeiramente, nota-se a falta de acessibilidade para autistas acerca da utilização de aplicativos e serviços, derivado do molde econômico contemporâneo. Tal ideia se alicerça na sociedade após o advento da “Revolução Industrial”, que levou, e ainda implica, à ação empresas a buscarem maior ganho econômico sem a devida atenção aos impactos sociais, como a falta de adaptação de produtos à pessoas afetadas pelo autismo. Sob esse viés, a falta de instruções personalizadas para autistas em aplicativos, como youtube e instagram, ou atendimentos em estabelecimentos, como farmácias e mercados, corrobora a exclusão social de portadores de autismo no país. Observa-se, assim, que a mitigação dessa problemática é fulcral para a obtenção de uma melhor acessibilidade social.
Ademais, explicita-se a falta de comprometimento educacional oferecida pelo Estado em escolas e faculdades como principal estimulador da exclusão social sofrida por cidadãos autistas. Sob esse raciocínio, a falta de práticas de concientização do Transtorno do Espectro Autista em escolas implica no desconhecimento da sociedade acerca das necessidades e direitos dos portadores da síndrome. Com efeito, essa omissão governamental resulta no isolamento social de pessoas autistas na sociedade, evidenciando a necessidade do controle desse problema.
Desse modo, cabe ao Ministério da Educação — órgão responsável pelo ensino no país — promover a inclusão de pessoas autistas à sociedade brasileira, por meio da aplicação de palestras de concientização em escolas e faculdades, a fim de ensinar a população a entender melhor a síndrome. Obter-se-á, assim, uma sociedade mais igualitária e próxima aos moldes da Carta Magna de 1988.