Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/10/2024

Em 1516, o filósofo Tomas More teve grande notoriedade na literatura mundial com sua obra “Utopia”, na qual o autor cria uma ilha imaginária que se destaca pe-la ausência de infortúnio, ou seja, um lugar perfeito, harmônico, sem criminalidade. Contudo, fora do parâmetro ficcional, observa-se que, infelizmente, essa narrativa contrasta com o contexto social vigente no país, visto que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, são persistente ainda hoje. Dessa forma, é notório que fatores, como o precário sistema educacional brasileiro e também o posicionamento do Estado, têm contribuído para esse cenário.

A princípio, observa-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competividade entre os estudantes. Desse modo, os conceitos de cidadania e participação social deixam a desejar na formção educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamen-to crítico, acabam, muitas vezes, não dando a atenção necessária ao quesito autismo, visto que, segundo à revista veja a população brasileira conta com 2 milhões de pessoas com o aspecto autista, ou seja, 1,3% é afetada pela condição.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado cumpre papel relevante para a inclusão física e social de pessoas com autismo no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal de 1988 o direito ao livre arbítrio, muitos indivíduos acabam não se importando com a inclusão social, desenvolvendo locais e falas linguísticas inadequadas para pessoas com autismo.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas coo-perem para mitigar a exclusão social de pessoas com o aspecto autista no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde e Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos esninos médio e infantil, como a semana da inclusão social de pessoas autista, com estudos de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens a sair desse mundo fictício, assim como dizia o filósofo Tomas More.