Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 22/10/2024

De acordo com Aristóteles, " A base da sociedade é a justiça." Entretanto, o contexto do Brasil contraria-o, uma vez que a exclusão das pessoas com autismo demonstra-se como um questão de injustiça e aversão, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Dessa maneira, é preciso acabar com esse panorama de desequilíbrio, que é influenciado em virtude da omissão estatal e do silenciamento social.

A priori, é imperioso destacar a inércia estatal como um fator determinante para a problemática. Nesse sentido, John Locke, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez garantia direitos aos indivíduos. Todavia, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que as pessoas autistas não tem sido tratadas com a devida importância no dia a dia. Nesse contexto, a ausência da prioridade estatal se justifica a partir da falta de políticas públicas em que garantam uma condição apropriada para as pessoas autistas, como a falta de acompanhamentos especializados no ambiente escolar e a escassez do atendimento multiprofissional nos hospitais públicos, o que demonstra a negligência do governo em prover esse hábito à sociedade brasileira. Desse modo, enquanto a omissão for a regra, o bem-estar será a exceção.

Ademais, a indiferença social ratifica a procupante situação mencionada. Sob esse viés, os cientistas sociais do podcast “Coneão Ufrj” afirmam que existem um apagamento crônico em relação as minorias, seja em razão do seu gênero, classe ou função social. Nesse viés, as pessoas com autismo são afetadas por tal indiferença denunciada, haja vista a carência de debates públicos na família e na escola sobre a importância da inclusão, o que gera consequências negativas para autoestima, autoconfiança e desenvolvimento socioemocional. Assim, é notório que o problema inviabiliza a construção de uma sociedade solidária.

Portanto, é urgente que o Ministério da Justiça articule os indíviduos a desevolverem empatia acerca das pessoas que possuem aspectro autista e estabeleça acompanhamentos especializados, por meio de projetos sociais com especialistas no assunto, com a finalidade de promover a inclusão e o bem-estar na sociedade. Logo, o conceito defendido por Locke, será, em breve, realidade.