Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/10/2024
Em sua obra “Ensaio sobre a Cegueira”, o escritor português José Saramago descreve uma cidade fictícia na qual, paulatinamente, as pessoas vão ficando cegas. Na trama, o autor usa dessa alegoria para criticar a falta de altruísmo e cooperação no mundo contemporâneo, em que os indivíduos se preocupam cada vez menos com o próximo. Ao transpor a ficção e avaliar a atual conjectura da nação, nota-se que a obra reflete o cenário brasileiro, uma vez que os desafios da inclusão de pessoas com autismo apresentam osbtáculos, seja pela indiligência governamental, bem como pelo estigma associado aos autistas.
Diante dessa conjunção, observa-se o impacto da desassistência do governo como fator agravante da problemática. Assim, tal questão ocorre porque a omissão e o desleixo estatal corrobora na ressistência de se ter um desenvolvimento no país para pessoas com o espectro autista, como por exemplo, nas escolas e nos hospitais, visto que, são locais onde a sociabilidade está presente de forma significativa, onde a colaboração de grupos profissionais estão presentes, mas nem sempre é equitativo para a parcela do TEA, se opondo ao que o filosógo grego Aristóteles prega sobre política como a felicidade e o bem-estar coletivo e individual.
Ademais, é válido ressaltar a questão do preconceito em relação aos cidadãos especiais no corpo social. À esse ponto, persiste, de modo indolente, a indiferença que os espectros sofrem na socidade por terem comportamentos diferentes e singulares que carregam no dia a dia. Dessa maneira, a coletividade veem os autístico como pessoas descaracterizadas de direitos sociais em contrapartida dos outros indivíduos da população, passando a apresentar uma espécie de “melancolia coletiva”, teorizada pela arquiteta Ermía Maricato como sendo uma melancolia ao desleixo social, uma omissão da participação dos autista nos diferentes meio de interação social.
Portanto, pode-se perceber que ações precisam ser adotadas. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação promova implementações de estratégias, por meio de palestras nas escolas, assim como campanhas nas redes de televisão, a fim do Brasil fixar o que Saramago prega em sua obra.