Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/10/2024
Idealizado pelo filósofo Raimundo Teixeira, em 1889, com base nos princípios do positivismo, o lema “Ordem e Progresso” - escrito na bandeira brasileira- expõe um dos objetivos da nação:o avanço da sociedade mediante a defesa da ordem.A efetivação desse objetivo, mostra-se distante, uma vez que a inclusão de pessoas com autismo no Brasil configura um grave desafio a ser enfrentado pela população.Nessa lógica, é preciso analisar não só a falta de políticas sociais, como também o preconceito da sociedade.
Diante de tal conjuntura, é preciso, antes de tudo, rememorar o Contrato Social, conceito trabalhado pelo filósofo John Locke, segundo o qual os indivíduos cedendo a sua confiança ao Estado, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles.No entanto, no país, tal contrato é diariamente quebrado na medida em que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, objetivem a falta de igualdade social.Sob esse viés, embora a Constituição Federal garanta a igualdade, o segmento estatal inoperante não cumpre seu papel, viabilizando o preconceito de igualdade social.
Além disso, a displicência da mídia também alimenta a problemática.Nesse viés, consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições deixaram de exercer a sua função, operando como “zumbis”.À luz da lógica baumaniana, a omissão expõe a face zumbificada da mídia, dado que, embora seja responsável por fornecer informações que esclareçam a importância da inclusão de pessoas com autismo, essa instância se omite de sua responsabilidade social.Dessa forma, é preciso que essa instituição adote um novo posicionamento, para que haja igualdade social, e também para ajudar na conscientização da população.
Observa-se, portanto, a necessidade de combater a falta de inclusão de pessoas com autismo no Brasil.Desse modo, a mídia-plataforma de grande influência- deve, por meio de propagandas na Tv aberta, conscientizar a população sobre a importância da inclusão de pessoas com autismo, promovendo compreensão e respeito as suas necessidades e potencialidades.Além disso, o Estado precisa por meio do poder judiciário, criar leis, a serem seguidas pela população para que tenha igualdade social.