Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/11/2024
Na Idade Média, havia a crença de que os deficientes não eram vistos como pessoas e sim como seres diabólicos que estavam pagando por seus pecados na terra, mesmo não admitindo, isso reflete na atualidade, porque por mais que a sociedade tenha mudado hábitos antigos, ainda perdura o pensamento de que PCDs são menos capazes, assim afetando suas vidas de forma direta.
Atualmente, o preconceito com pessoas com deficiência, incluindo aquelas com autismo, ainda é uma realidade complicada. Esse estigma acontece em várias situações da vida, como na idade educacional ou no ambiente de trabalho. Muitas vezes, os autistas são vistos como incompetentes ou desinteressados, o que pode resultar na exclusão social ou escolar. De acordo com dados do IBGE, cerca de dois milhões de brasileiros tem autismo, e, mesmo assim, grande parte deles sofrem adversidades em obter o conhecimento adequado. Isso acontece pela falta de instrução de educadores para lidar com as dificuldades necessárias desses estudantes, o que limita as vantagens de aprendizagem e coletivização.
Além da questão educacional, as pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. Por mais que exista regulamento que promovem a inclusão de PCDs em empresas, normalmente, elas não estão aptas a contratar esse grupo de pessoas de forma adequada. A falta de adequações e persistência de patrões em contratar autistas espelham um preconceito enraizado que continua firme na população. A Organização Internacional de Trabalho (OIT) afirma que, para garantir o abrangimento, é necessário proporcionar programas de esclarecimento nas empresas, de modo a desmistificar o que é o autismo e reconhecer as competências que esses profissionais podem demonstrar.
Em suma, o abrangimento de pessoas autistas também necessita do apoio de familiares e conhecidos. Muitas vezes, a família sofre diversos problemas financeiros e emocionais para buscar suporte para essas pessoas. O aumento de associações e a consolidação de instituições não estatais que agem em antenar sobre o TEA são necessárias para dispor a base e recursos para essas famílias, além de criar um local mais agradável e abrangente na sociedade.