Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 16/04/2025
De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, pai da modernidade líquida, “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”. Nesse sentido, permanecem, aptos a debates, a existência de obstáculos que introduzem os autistas na sociedade, atualmente, já que a acessibilidade e comunidade atingem essa inserção. Tristemente, no Brasil, a inclusão de pessoas com autismo ainda obtêm diversas barreiras para participação no corpo social.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a escassez do acesso às políticas públicas brasileiras afirma a existência da problemática. Paralelamente, a obra expressionista “O Grito”, mostra uma situação de muita dor e angústia, que é intensificada através da distorção do mundo do indivíduo padecedor. Fora das telas, é possível observar tal realidade, visto que os cidadãos aflitos, portadores do transtorno do espectro autista, apresentam barreiras da acessibilidade em atividades do Poder Público, como consequência, da inclusão.
Em segunda análise, é necessário analisar a ineficiência do Estado em garantir seus direitos. Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à vida de qualidade. Entretanto, essa não é uma realidade para os autistas, visto que não existem políticas públicas eficazes direcionadas a inclusão desses indivíduos na sociedade brasileira. Além disso, por mais que tenha muitos avanços como por exemplo, a Lei de 1274, que visa a inclusão dos autistas na escola desde o ensino primário, ainda há muito por ser feito.
Torna-se evidente, portanto, que é imprescindível a resolução dessa problemática. É papel do Ministério da Comunicação, por meio de verbas federais, a criação de campanhas publicitárias, em linguagem acessível a todos os públicos, que objetivem informar a população e a aceitação dos autistas na comunidade. Vale ressaltar que essas campanhas devem ser incluídas em todos os canais midiáticos. Desse modo, com o passar dos anos, as novas gerações serão receptivas a esse grupo social e os mecanismos da comunidade nacional estarão mais acessíveis a todos.