Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/08/2025

Na série “She-ra”, uma das personagens, Entrapta, que está no espectro autista, é constantemente vítima de exclusão e hostilidade .Assim como Entrapta, várias pessoas autistas não são incluídas corretamente em nossa sociedade.Isso ocorre, pois o preconceito contra quem é diferente é bastante presente e pela forma como a mídia representa o TEA, o que torna uma intervenção algo necessário.

Primeiramente, nota-se que o preconceito contra quem é diferente do padrão é o principal vetor do problema.Assim como é mostrado no filme “O rei do show", que conta a história de um circo composto por pessoas que eram consideradas “aberrações”, como deficientes e homossexuais ou seja, pessoas que eram distintas do considerado “normal”, o desprezo contra quem é diferente é bastante presente.Consequentemente, pessoas autistas, por não pensarem e se comportarem da forma considerada “certa”, são, não raramente, vistas como “aberrações” e ,como foi relatado em uma pesquisa da Uninter que afirma que a maioria dos autistas foram vítimas de bullying ,destratadas e excluídas.

Além disso, observa-se que a visão estereotipada que muitos possuem do que é o autismo,graças à sua representação na mídia é também um importante contribuidor do problema. Conforme explicou Chimamanda em um “ted talk” , muitos grupos sofrem um enorme estigma,pois, por influência da mídia, apenas uma versão, que muitas vezes é falsa ou exagerada, sobre eles é conhecida pela população. Nesse sentido, percebe-se que os autistas sofrem muitos estigmas,graças a mídia , que constantemente retrata apenas algumas maneiras de se viver com o transtorno,criando estereótipos e noções falsas, como a de que todos os autistas são gênios, já que várias representações famosas desse transtorno, são de pessoas geniais, como em “Advogada extraordinária”.Como consequência, as pessoas possuem uma visão deturpada sobre o que é essa deficiência e logo, possuem noções erradas de como incluí-las.

Fica evidente, portanto, o quanto uma intervenção é necessária e, para isso, a mídia-principal difusora de informações do país- deve,por meio de boas representações de autistas em filmes e séries, concientizar as pessoas sobre o TEA, com o objetivo de impulsionar a inclusão de pessoas com o transtorno.