Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 24/10/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a parcela da população tende a não reconhecer os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: indústria automobilística e negligência governamental.

Em primeiro lugar, é importante destacar o automobilístico como promotor do problema. Nesse viés, na década de 1930, ínicio dos ‘‘Anos Dourados de JK’’, o setor automobilístico foi incentivado no Brasil, promovendo a aquisição de veículos próprios. Dessa forma, embora essa posse permita melhores condições para mobilidade, o avanço foi intenso, o que ocasionou o aumento na emissaõ de gases nocivos, como dióxido de carbono, responsável pela intensificação do aquecimento global. Logo, a expansão de veículos movidos a combustíveis fósseis ressaltar a urgência de promover a transição energética por meio de fontes renováveis, como solar e éolica.

Ademais, é imperativo ressaltar a carência de investimento como potencializadora da problemática. Acerca disso, segundo o filósofo John Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros. Entretanto, no Brasil, a ideia do teórico não é posta em prática, porque é mínimo o interesse das autoridades governamentais quanto à disponibilização capital para mobilidade urbana limpa. Prova disso, é a falta de ciclovias e infraestrutura para não motorizados, o que dificulta à consolidação de um meio de transporte de baixo impacto ambiental.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem- estar da população disponibilize verbas para a implementação da mobilidade limpa. Tal ação deve ser feita através da construção de ciclovias e faixas exclusivas para meios não motorizados, a fim de promover o deslocamento sustentável.