Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 10/06/2026
No governo de Juscelino Kubitschek, medidas para ampliação de estradas foram criadas, o que significou um avanço significativo para a época. Hoje, no entanto, o Brasil enfrenta desafios acerca da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, algo pouco discutido naquele tempo. Nesse sentido, é válido ressaltar não só como o pouco investimento sustentável nesse setor, mas também a cultura de valorização do automóvel particular contribuem para a permanência do problema.
Em primeira análise, na sociedade brasileira atual, automóveis são vistos como itens de status e ascensão social. Isso é exemplificado quando em clipes musicais e redes sociais de famosos, por exemplo, veículos luxuosos são associados à riqueza. Esse padrão comportamental que incentiva o consumo, não visando apenas à necessidade básica, como locomoção, é elucidado pelo sociólogo Zigmunt Bauman, o qual afirma que a sociedade contemporânea é marcada pelo consumo como forma de reconhecimento social. Desse modo, muitos indivíduos priorizam a aquisição e utilização do automóvel particular por enxergá-lo como símbolo de status, o que dificulta a adoção de alternativas de mobilidade mais sustentáveis.
Além disso, a carência de investimentos em meios de transporte sustentáveis e de qualidade agrava ainda mais esse problema. Isso porque empecilhos como lotação, eficiência e logística impedem que pessoas usem continuamente meios de transporte públicos, o que as leva a utilizarem meios particulares de circulação. Nesse sentido, ao não garantir meios adequados e sustentáveis de locomoção, o Estado falha com o pensamento do geógrafo Milton Santos, que afirma que o acesso democrático aos serviços e deslocamentos deve ser garantido pelo Governo, o que não ocorre devido à ineficiência dos transportes atuais. Por consequência, aumentam-se os números de carros particulares usados nas ruas, o que contribui de forma negativa para a sustentabilidade do país.
Portanto, medidas são necessárias para promover a mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Logo, cabe ao Ministério das Cidades promover, por meio da aquisição de ônibus elétricos, ampliação das linhas de transporte e implementação de sistemas de monitoramento por GPS, a fim de aumentar a eficiência e o conforto dos usuários. Espera-se, com isso, promover uma maior mobilidade.