Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 28/09/2019

O CO2 (gás carbônico) é liberado para a atmosfera, entre outros meios, pela queima de combustíveis fósseis na locomoção da população mundial, o problema é: esse gás é um dos causadores do efeito estufa, motivo do aumento da temperatura. Assim, a consciência da população e governantes sobre tal problema provoca a procura por meios de mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, causando, tambem, a percepção das dificuldades e desafios em que essa mobilidade esbara, entre eles estão o mal planejamento na criação das cidades e a falta de estrutaras para esses veículos.

Em primeiro lugar, cidades com mal, ou nenhum, planejamento são produtos do desenvolvimento e expansão da população na extensão territorial de um países sem controle ou projetos para novas cidades pelo seu governo. O Brasil, ainda em seu periodo colonial, passou por essa fase com o descobrimento do ouro na região do atual estado de Minas Gerais. Os bandeirantes criavam cidades e vilas em regiões ingremes e com alta concentração populacional, refletindo, nos dias atuais, em cidades como Ouro Preto, com muitas ladeiras e alto tráfego em poucas ruas, o que dificulta a locomoção em bicicletas e a pé, meios de transporte com baixo impacto ambiental. Igualmente, durante a tardia industrialização no Brasil, houve a criação de centro industriais afastados dos trabalhadores, isso fez, e faz, com que a população enfrente longas distâncias para chegar ao trabalho, influenciando, hoje, na decisão por meios de transportes como carros, com grande impacto ambiental.

Entretanto, o mal planejamento de cidades poderia ser superado pela estruturação das cidades para meios de transportes de baixo impacto ambiental. Algumas cidades, como Amsterdã, utilizaram desse metodo para encorrajar o uso de bicicletas pela sua população, já outras, como o Nova Iorque, ampliaram as estações de metro elétrico pela cidade. Mas a maioria das cidades e países não conseguiram o mesmo feito. No Brasil, a criação de ciclofaixas e estações de metro elétrico se restringem a cidades como São Paulo, enquanto a maioria não consegue, ou falha, na produção dessas estruturas, e, consequentemente, reduz as opções para o uso dos veiculos de baixo impacto.

Portanto, é necessário que tal problema seja resolvido. As prefeituras por todo o Brasil, e em países em desenvolvimento que se encontram na mesma situação, junto a seus Ministérios do transporte, saúde e de obras publicas, devem incentivar o uso de meios de transportes com baixo impacto ambiental demonstrando para a população, por meio de palestras focadas no beneficio para saùde e economia do indivíduo junto ao benefício para o planeta e a criação de ciclovias em ruas com grande movimentação, ou paralelas a elas, para a população, que, consequentemente, terá a consciência do uso de veículos com baixo impacto ambiental para o benefício da população geral.