Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 28/10/2019

O sociólogo alemão Max Weber define ação imitativa como sendo a ação desprovida de sentido de um indivíduo orientada pela ação de um outro. Nesse sentido, a falta de uma cultura de mobilidade urbana de baixo impacto ambiental é passada entre gerações, ocasionando a persistência desse problema. Dessa forma, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.

É inegável que a falta de incentivo governamental é um dos fatores para a existência desse problema. O baixo investimento na construção de ciclovias torna os cidadãos reféns dos meios de transporte que usam o motor a combustão, gerando um inchaço de carros nas avenidas da cidade e expondo ao perigo aqueles que usam a bicicleta para se locomover, uma vez que, sem ciclovias, existe uma alta chance de acidentes.

Ademais, a grande quantidade de poluentes liberados pelos veículos alavanca o caso. O estresse causado pelas horas de trânsito congestionado somado aos poluentes inspirados criam um cenário ideal para a proliferação de doenças, comprometendo a qualidade de vida dos cidadãos. Dessa maneira, surge um problema de saúde pública, onde evidencia-se que o Estado não cumpre com as diretrizes do Artigo 5° da Constituição Federal vigente. Logo, torna-se necessário mudanças para reverter essa situação.

Nessa perspectiva, medidas são necessárias para superar esse obstáculo. O poder estatal, na figura do Ministério da Infraestrutura, deve promover  a construção de ciclovias nas cidades e criar um sistema de postos onde é possível alugar bicicletas, além de incentivar o uso do transporte alternativo, por meio de maiores investimentos no setor e apoio da mídia; com o intuito de diminuir os inchaços rodoviários e melhorar a qualidade de vida da população. Adotando essas medidas, os transportes de baixo impacto ambiental se tornarão, gradativamente, parte da realidade brasileira.