Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 12/05/2020

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, no ano de 2018 a quantidade de dióxido de carbono - gás poluente - emitida por transportes rodoviários no Brasil ultrapassou 380 milhões de toneladas. Esse fato comprova, que é preciso procurar outros meios de transporte que sejam baixo impacto ambiental, para diminuir a emissão de gases poluentes que agravam o efeito estufa. No entanto, existem alguns desafios para implantação efetiva desses transportes alternativos, como a precariedade dos transportes públicos poucos poluentes e a falta de ciclovias pelo país.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que no Brasil os transportes públicos pouco poluentes, como

trens e metrôs estão em condições precárias. Isso ocorre, por causa do sucateamento desses transportes ocasionado pela falta de manutenção dos mesmos, além disso a superlotação também interfere na qualidade deles, e com isso as pessoas acabam utilizando outros veículos como carros e ônibus. Tal fato se exemplifica por um dado divulgado pelo site “g1”, onde mais de dois milhões de pessoas usavam a malha ferroviária em São Paulo no ano de 2013, no entanto ela não era preparada para receber essa quantidade de passageiros e por isso estava sempre lotada. Isso comprova a precariedade desse meio transporte.

Além disso, o uso de bicicletas como meio de transporte não poluente também é precário. Tal fato se dá, porque faltam ciclovias no Brasil, o que dificulta a locomoção dos ciclistas pela cidade, fazendo com que eles utilizem as ruas e por isso se expondo a acidentes. Isso se comprova pelo fato de que segundo o site “g1” no Brasil, no ano de 2018 existiam apenas 3.219 quilômetros de ciclovias, número pouco significativo se comparado a Holanda, onde 88 mil quilômetros de vias eram destinadas a ciclistas. Mostrando que o Brasil ainda é um país atrasado na questão de mobilidade urbana de baixo impacto.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que esses problemas sejam atenuados. Para isso, é necessário que as empresas privadas responsáveis pelas ferrovias de cada estado façam melhorias nesses transportes para atender a necessidade dos cidadãos. Ademais, o Estado - fornecedor dos direitos mínimos - deve, com auxílio de empresas privadas, aumentar o número de ciclovias pelo país, para melhorar a questão da mobilidade urbana. Dessa forma, o povo brasileiro poderá se locomover com mais facilidade sem prejudicar o meio ambiente.