Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 09/06/2020

Durante o Governo JK houve o crescimento acelerado do país e o investimento constante na indústria automobilísticas, deixando em segundo plano a infraestrutura nacional e a questão ambiental. Sob essa perspectiva, a problemática da mobilidade urbana não é recente, mas sim fruto do passado histórico de má administração e a exploração exacerbada do ambiente natural, necessitando conciliar o avanço com a preservação. Dessa forma, há diversos desafios para aliar o deslocamento eficiente com transportes de baixo impacto, como o baixo investimento governamental e a educação da população em novas alternativas, proporcionando mudanças significativas na sociedade.

Mormente, a Constituição Federal de 1988 assegura o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o qual visa a integração de diferentes modais de transportes, além da acessibilidade entre pessoas e veículos por meio da gestão local. Desse modo, a realidade brasileira encontra-se distante da prevista na Carta Magna, pois o deslocamento de cargas e pessoas ocorre de maneira desorganizada e com a valorização de meios de transportes rodoviários que agravam a poluição urbana. Sendo assim, o investimento governamental em mecanismos alternativos, como ciclovias e construção de metrôs ajudam reverter o cenário atual.

Ademais, a população brasileira ainda utiliza em massa o transporte rodoviário, não existindo a devida manutenção das sinalizações e estradas,além de aumentar a emissão de gases poluentes. Segundo o renomado geógrafo Milton Santos: Sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não uni seus membros. Logo, torna-se essencial a mudança de mentalidade da sociedade em relação ao uso de meios alternativos de locomoção, visando à adaptação gradativa e a conciliação ao desenvolvimento sustentável.

Dessarte, há diversos desafios para conciliar a mobilidade urbana com mecanismos de baixo impacto, necessitando de ações imediatas para sancionar a problemática. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei baseado nas inovações tecnológicas para preservação ambiental com adoção dos transportes sustentáveis, por meio da construção de ciclovias e baixo imposto na compra de bicicletas e motocicletas elétricas, as quais apresentem todas ferramentas de segurança. Isso também pode ser feito com aplicação de subsídios governamentais para formação de comissões de engenheiros de trânsito para reformulação de rodovias e as sinalizações, aumentando a construção de calçadas e metrôs. Por fim, essas medidas têm a finalidade de promover o avanço e assegurar o Plano de Mobilidade Urbana da Constituição Federal.