Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 13/06/2020
Segundo Serge Latouche, economista e filósofo francês, o crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, das atividades produtivas e da população na segunda metade do século XX acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a conservação da vida no planeta Terra. Essa direção acerca dos impactos gerados pelo consumo exacerbado evoca uma reflexão sobre os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Nesse aspecto, reconhecer o aumento da frota de veículos, bem como a dificuldade de implementar novos métodos de locomoção como entraves a serem superados do problema em questão.
A princípio, cabe salientar que o aumento do fluxo de veículos se deu por causa de um processo político-estrutural e ideológico. Sob essa ótica, pode destacar o período do governo de Lula, no qual ele promoveu incentivos fiscais para desenvolver a economia com a diminuição de impostos sobre os veículos. Por conseguinte, a população, com um caráter consumista, fez a aquisição do seu próprio veículo particular o que gerou um grande fluxo de carros nas ruas, normalmente com uma pessoa, aumentando a poluição ambiental. Essa poluição se dá, pois, para ligar um veículo é necessário queimar combustíveis fósseis, e, além de serem gases do efeito estufa, essa poluição gera danos respiratórios a saúde dos indivíduos. Logo, é necessário buscar meios alternativos para locomoção. Outrossim, paralela a essa questão, vale considerar a dificuldade de implementar meios alternativos de locomoção com baixo impacto ambiental. Embora o governo de Juscelino Kubitschek tenha criado um plano desenvolvimentista que favorecia a construção de rodovias, a realidade brasileira aponta para uma má estrutura que além de não suportar a quantidade excessiva dos carros nas rodovias, faltam rodovias adaptadas para transportes alternativos, como para o uso da bicicleta, o deslocamento a pé. Além disso, a falta de segurança nas ruas, seja para pedestres ou ciclistas, por muitas vezes não ter uma boa iluminação e uma ciclovia, também incentiva a pessoa a utilizar o seu carro particular, visto que é mais confortável, seguro e eficaz. Então, é indispensável a tomada de medidas para resolver esse desafio.
Diante dessa problemática, torna-se indispensável a tomada de ações para incentivar a mobilidade por meio de recursos sustentáveis. Portanto, é função do Governo reformar as rodovias por meio da instalação de ciclovias – visto que o uso de bicicleta não gera impactos ambientais – e melhoria na iluminação pública – para ampliar a sensação de segurança e conforto do pedestre e assim atrair gente para rua – dessa forma, as pessoas terão opções melhores que não provocam impactos ambientais. Diante disso, os desafios para a mobilidade urbana de baixo impacto serão diminuídos.