Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 19/06/2020

O Plano de Metas, de Juscelino Kubitschek, proporcionou um grande desenvolvimento no setor de transporte, pois com a construção de estradas tornou-se favorável a aquisição dos automóveis. Nesse sentido, a mobilidade urbana brasileira foi planejada para atender aos veículos que emitem gases poluidores.Assim, introduzir meios de baixo impacto ambiental, como as bicicletas, tornou-se um desafio na sociedade, pois  a fabricação de ciclovias implica mudanças no fluxo viário.Além disso, muitas camadas negligenciam a priorização dos transportes mais sustentáveis. Situações como essas, refletem diretamente na saúde ambiental, fazendo-se necessário a promoção de políticas que solucionem os desafios.

Em primeira instância, o número de acidentes envolvendo ciclistas cresceram 228% entre 2014 e 2019. Nesse viés, torna-se necessário a implementação de ciclovias nas rotas viárias, porém para que essa seja efetuada de forma eficiente é preciso que as cidades recebam verbas e que tenham uma mobilidade que atendam a construção do espaço destinados aos fluxos das bicicletas sem que as áreas de tráfego de pedestres,carros, motos e ônibus sejam prejudicadas. Dessa maneira, a infraestrutura do trânsito terá que ser replanejada gerando uma mudança na estrutura das cidades, que resulta em conturbação entre as massas.Assim, um reeducação no trânsito será necessária para garantir a segurança dos motoristas e ciclistas.

Por conseguinte, o transporte, no Brasil, é responsável por 48% das emissões de gases poluentes na atmosfera segundo o Correio Braziliense. Desse modo, a optativa por transportes de baixo impacto ambiental torna-se primordial para reduzir o lançamento de carbono - sendo o maior responsável do efeito estufa. Para Mahatma Gandhi, o futuro depende daquilo que o homem faz no presente, assim, a presente negligenciação do uso da bicicleta como transporte principal reflete, diretamente, em danos no meio ambiente e na saúde da população.

Fica claro, portanto, que a maior efetivação da mobilidade urbana de baixo impacto é de extrema importância, para que ocorram a diminuição dos gases nocivos e a implementação de rotas seguras aos ciclistas. Dessa forma, é mister que o Governo disponibilize verbas para a construção de ciclovias,, que respeitam os limites de todas as camadas dos trânsitos, além de garantir a segurança deles. Às ONGs cabe a função de promover campanhas de incentivação ao uso das bicicletas como transporte principal e, por fim, à sociedade a tarefa de ser conscientes e sustentáveis para preservar o meio ambiente.Somente com propostas eficientes, a introdução dos transportes ecológicos deixará de ser um desafio e tornar-se-á uma realidade.