Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 03/08/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” a citação é de um dos poemas do escritor brasileiro, Carlos Drummond de Andrade, que revela um obstáculo a ser enfrentado, tal empecilho pode ser comparado aos desafios que o Brasil possui para a implementação da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, devido a falta de investimento em ferrovias e ciclovias. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, o principal meio de transporte de cargas no Brasil é por meio de caminhões e também é considerado um dos principais emissores de carbono. Ademais, de acordo com o portal de notícias R7, caminhões são responsáveis por 65% de distribuições de mercadorias no país. No entanto, transportes ferroviários reduziriam drasticamente a poluição no ar, sobretudo se forem movidos por energia elétrica. Desse modo, é notório a relevância para a nação o investimento nesse meio de transporte.
A posteriori, a infraestrutura do trânsito brasileiro ainda é escasso o número de ciclovias, isso impulsiona as pessoas a saírem em seus carros e motos, que além de poluí o ar, também podem causar acidentes fatais. Além disso, se mais indivíduos usassem bicicletas iriam prevenir sedentarismo, economizar em gastos com gasolina e estacionamento e o mais importante emissões de carbono seriam reduzidas. Dessa maneira, é de suma importância que o Poder Público não só incentive, mas também, proporcione melhorias para esse meio de transporte.
Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática, urge que o Poder Público invista em ferrovias, para que haja diminuição no número de caminhões circulando e em ciclovias para que haja diminuição na quantidade de carros no trânsito. Dessa maneira, o impacto ambiental será amenizado consideravelmente, melhorando a qualidade de vida e finalmente o obstáculo citado por Drummond seria enfim ultrapassado.