Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 04/08/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” a citação de um dos poemas do escritor brasileiro, Carlos Drummond de Andrade revela um obstáculo a ser enfrentado, tal empecilho pode ser comparado aos desafios que o Brasil possui para a implementação da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, devido a falta de investimento em ferrovias e ciclovias. Nessa perspectiva cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, de acordo com o portal de notícias R7, caminhões são responsáveis por 65% de cargas no país, com o grande número desses veículos no trânsito a emissão de carbono na atmosfera torna-se avassaladora, contribuindo para o aumento do efeito estufa e gerando um superaquecimento global. No entanto, o dano seria amenizado drasticamente se houvesse substituição pelo transporte ferroviário, visto que, trens possuem taxa de poluição inferior e também por apresentar maior capacidade para transporte de cargas. Desse modo, é notória a relevância desse meio de transporte no país.
A posteriori, é de suma importância a implementação de ciclovias nas cidades, pois, bicicletas não emitem poluentes no ar, pois não é necessário o uso de nenhum combustível fóssil. Entretanto, o trânsito brasileiro ainda é escasso de ciclovias, isso impossibilita o transporte seguro de ciclistas nas cidades. Dessa maneira, é inadmissível o descaso do Poder Público acerca de investimentos para esse meio de transporte.
Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática, urge que o Poder Público invista em ferrovias e ciclovias, com desenvolvimento de trens e em faixas de trânsito destinadas a ciclistas, isso impulsionará a substituição de automóveis altamente poluentes e consequentemente o impacto ambiental será diminuído. Dessa maneira, o obstáculo citado por Drummond será finalmente ultrapassado.