Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 25/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o uso de transportes de baixo impacto ambiental torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ausência de políticas públicas, seja pelo desinteresse populacional relacionado à meios de locomoção menos prejudiciais, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da sociedade e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que com o crescimento desenfreado de automóveis provoca engarrafamentos frequentes. Isso porque, torna-se mais difícil a implementação de novos métodos de condução, uma vez que a infraestrutura é insuficiente. Dessa forma, verifica-se o drástico aumento de poluentes emitidos pelos carros que utilizam combustíveis fósseis e, a partir da emissão de CO2 (dióxido de carbono) acarreta-se diversos problemas respiratórios. Logo, essa problemática persiste e impede que o Brasil prospere ao desenvolvimento de práticas mais alternativas no meio de automobilístico.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas à dificuldades da locomobilidade urbana de baixa degradação ambiental. Diante disso, observa-se a ocorrência de obstruções nas vias e avenidas, provocando estresse e exaustão que são decorrentes da poluição sonora. Com isso, é notório como a falta de planejamento e funcionalidade ocasionam trânsito lento e superlotação das ruas, bem como o consumismo que a sociedade tende a apresentar. Dessa maneira, é inegável afirmar que grande parte da população não leva em consideração pensamentos sustentáveis que favoreçam a utilização de transportes coletivos e ações solidárias. Sendo assim, faz-se mister a reconhecença dos indivíduos para a minimização desse quadro.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alternar o cenário vigente. Deste modo, é dever do Estado, conscientizar os indivíduos a respeito da importância de atos solidários objetivando-os a realizar tais condutas, por meio de palestras para promover investimentos para a construção/modernização de ciclovias e ruas. Espera-se, deste jeito, que o país seja formado de pessoas mais autorreflexivas e sensíveis.