Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 25/08/2020

Segundo o filósofo e teólogo Albert Schweitzer: “Vivemos em uma época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo.”. Tal citação do pensador alemão, apesar de ter sido dita no século XIX, se torna bastante atual quando se relaciona as problematizações das diversas faces do homem referentes à natureza. Nesse sentido, no que tange a questão dos desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da grande poluição vinda dos automóveis e também a falta de políticas públicas de conscientização para o maior uso da bicicleta, cuja taxa de degradação ao meio ambiente não existe.

A alta poluição atual é decorrida não somente de fábricas e indústrias, mas principalmente dos meios de transportes, responsáveis por 90% da poluição do ar em São Paulo segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Ademais, acontece também devido ao legado histórico: a tendência capitalista e consumista a partir dos anos 1950 fez com que a população usufruísse e se sentisse obrigada a ter um automóvel, sobretudo importados. Em virtude disso, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia sobre os carros mais poluentes no Brasil, todos os dez da lista são importados e movidos à gasolina. Todavia, novas ideias de sustentabilidade para esses automóveis podem ser de grande alternativa para uma redução na emissão de gases poluentes, projetos que podem vir especialmente de faculdades brasileiras.

Entretanto, para substituir o carro ou outro objeto de mobilidade urbana que utilize combustível, a bicicleta é um excelente meio de transporte sustentável e saudável, pois além de haver nenhum impacto ambiental, ainda quando utilizado constantemente ajuda a combater o sedentarismo e diversas doenças relacionadas ao coração e outros órgãos. Porém, apesar de apenas aspectos positivos, muitas urbanizações não possuem campanhas de influência para a maior utilização desse meio e não são preparadas para comportar ciclistas, o que dificulta mais ainda a adaptação de pessoas com esse veículo. Portanto, existe a ausência de cidades adaptáveis ás bicicletas e aos ciclistas, já que é o meio de transporte de menos impacto ambiental e que traria múltiplos benefícios para tudo e todos.

A solução para o problema é a diminuição da emissão de gases poluentes e maior uso da bicicleta. O governo deve incentivar o apoio ao meio ambiente por meio de criações de políticas públicas, como palestras e folhetos, que incentivem o uso coletivo de carros e a criação de cidades adaptáveis a ciclistas, juntamente com a estimulação nas faculdades brasileiras, para que criem alternativas sustentáveis de mobilidade urbana. A mudança acarretará em melhores condições de interações sociais e na redução de poluentes sonoros, visuais e principalmente atmosféricos.