Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 25/08/2020

Os meios de transporte são, em teoria, essenciais mecanismos de locomoção, seja para ir ao trabalho e/ou lazer, sua relevância é visualmente perceptível nas estradas de muitos lugares no mundo. Porém, a exorbitante utilização desses meios libera monóxido de carbono que, por sua vez, provoca sérios problemas na atmosfera e, ainda pode gerar intoxicação no indivíduo. Sendo assim, nota-se que a solução seria o uso de transportes de baixo impacto ambiental. Embora seja uma excelente alternativa, vai em desacordo com desafios como a falta de investimento do Governo em ciclovias e o sedentarismo da população para ser efetivo.

Em primeira análise, a indiligência governamental impede a resolução da agravante. Segundos levantamentos efetuados pelo site G1 junto às prefeituras das 26 capitais do Brasil mostram que meio à crescente frota de automóveis nas grandes cidades do país, as bicicletas só representam apenas 1% do total da malha viária. Fator esse que evidencia a degradante situação.

Outrossim, salienta-se o modo de vida sedentário da maioria da população urbana como um impulsionador do desafio. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de a sociedade pensar e agir. Por conseguinte, a esse raciocínio, observa-se que grande parte dos cidadãos escolhe veículos individuais como carros, ou coletivos como ônibus, por serem menos fadigados, ao invés de bicicletas, que exigem um maior esforço físico, mas não causam impacto ambiental considerável. Desse modo, a mobilidade urbana, juntamente com a questão ambiental são prejudicadas, sofrendo suas decorrentes consequências.

Portanto, indubitavelmente, caminhos são necessários para que a problemática seja resolvida. Sendo assim, as mídias tem papel fundamental, uma vez que devem, por meio de campanhas, incentivarem a utilização de transportes de baixo impacto social evidenciando seus benefícios, visando diminuir significativamente as taxas de sedentarismo da população. Além disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente consonante ao Governo, por intermédio de projetos já discutidos, implantarem novas ciclovias e aluguel de bicicletas públicas, com um valor acessível a todos. Dessa maneira, notar-se-á que a implantação de tais medidas melhora a situação no Brasil.