Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 24/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a mobilidade urbana sustentável torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo comodismo populacional, seja pela negligência estatal , o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.​

A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o comodismo da população leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à mobilidade urbana persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Outrossim, vale ressaltar que a negligência estatal no que diz respeito ao deslocamento com menor impacto ambiental configura-se como uma problemática. Como efeito negativo dessa problemática está o descaso do Governo com o baixo investimento em ciclovias, assim, a população acaba optando por meios de trasportes não alternativos e poluentes. Dados do IBGE apresentam que aproximadamente 15 municípios a cada 100 municípios não possuem vias para o trafego de bicicletas. Dessa forma, mostra-se importante uma melhor atuação governamental em relação às ciclovias das grandes metrópoles.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Governo em conjunto com o Ministério dos Transportes (MT) deve assegurar um maior número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, por meio de passagens acessíveis a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população .Ademais, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com as grandes emissoras televisivas podem divulgar campanhas acerca dos prejuízos causados pelos automóveis e propagar os benefícios saudáveis e econômicos proporcionados pelas pedaladas.