Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 24/08/2020
A invenção do motor à combustão: centelha, combustível, pistão e por fim: “kabum!”, explosão controlada essa que mudou a forma com que os homens se locomovem. Contudo, esse novo modelo de se locomover causa impactos ambientais no mundo e, principalmente, em países como o Brasil. Tendo em vista isso, é necessário implantar uma mobilidade menos poluente no país do carnaval. Antes disso, vale ressaltar que a ainda utilização dos meios de locomoção poluidores é causada pelo auto custo monetário dos carros elétricos e a baixa utilização dos transportes coletivos.
Primeiramente, vale destacar que os veículos automotores de quatro rodas elétricos possuem auto custo, e isso é um entrave ao trânsito sustentável. Segundo à Tabela Fipe, principal indexador de preços de automóveis, o carro à eletricidade de menor custo custa cerca de 3 vezes mais que o movido à gasolina mais barato. Nessa perspectiva, isso é uma problemática pois a maior parte da população, que é pobre, compra o carro mais barato, que é poluente. Sendo assim, visto que a os gases de efeito estufa são uma ameaça à vida, urge que medidas sejam tomadas para resolver esse problema.
Outrossim, nota-se que existe uma baixa utilização dos transportes públicos, o que é um empecilho ao baixo impacto ambiental na locomoção humana. Segundo o DETRAN, órgão regulamentador do trânsito brasileiro, cerca de 45 milhões de automóveis não-coletivos e movidos por combustível estão registrados. De modo explicativo, ao invés de os cidadãos poluírem o menos possível na sua locomoção, grande parte deles polui o máximo que pode poluir, já que os quais não usam transporte não-individual. Desse modo, entendendo-se que uma menor poluição causará uma melhora no meio ambiente brasileiro, a situação atual é um entrave a um cenário menos distópico.
Dessa maneira, é dever do Estado garantir que o cidadão pague, de modo monetário, pelos gases de efeito estufa emitidos por ele. Nessa perspectiva, essa ação deve ocorrer por meio da análise de o que o consumidor consumiu, informação essa de um banco de dados fiscal. De modo exemplificativo, se alguém comprou 10L de gasolina, a quantidade de gases prejudiciais emitidos pelo combustível será cobrada dele. Essa ação terá por finalidade a futura “preferência” da população por utilizar meios de transportes sustentáveis. Além disso, tem por fim causar um aumento na sustentabilidade durante o trânsito de pessoas.