Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 28/08/2020

O meio ambiente tem sido altamente bombardeado com gases poluentes, muitos deles provenientes da queima de combustíveis fósseis que alimentam os atuais meios de transporte. Tal problema pode ser contornado com o uso de transportes de baixo impacto ambiental, como as bicicletas. Entretanto, surge outro problema: a falta de uma infraestrutura adequada para esses meios de transporte. Buracos, vias estreitas, falta de ciclovias, esses são alguns problemas que os ciclistas enfrentam e acabam trocando por automóveis.

A partir da popularização de meios de transportes movidos a combustível, mais velozes e sofisticados, a população deixou de lado meios de transporte mais ecológicos, por serem mais lentos e mais trabalhosos. De acordo com o Observatório das Metrópoles, entre 2001 e 2011 o número de automóveis e motocicletas nas 12 principais capitais do país aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões. Esses dados mostram que, além da necessidade de locomoção estar aumentando, a preferência dos cidadãos é pelas motos e pelos carros.

Por consequência, todo o planejamento das cidades do país é moldado para esse meio de locomoção. Portanto, não há uma grande preocupação em investir em ciclovias, por exemplo. Isso pode levar a ciclistas e pedestres andarem em meio aos caros, mesmo com o risco de acidentes, esbararem com outros em calçadas, cair em buracos e outros perigos que essa população corre durante seu trajeto.

Desse modo, para que haja uma melhora nas vias públicas, para atender a população que utiliza meios de transporte de baixo impacto ambiental, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional inverter na reestruturação das cidades com a implantação de ciclovias e melhoria de ruas e estradas. Para assim, diminuir os desafios da mobilidade urbana e incentivar a utilização desse tipo de locomoção, além de reduzir a emissão de gases poluentes e a poluição sonora.