Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 28/08/2020
As mídias tanto televisivas quanto sociais têm mostrado com frequência que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados a mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Os principais fatores que contribuem para essa problemática são o aumento decorrente da frota de veículos e a falta da implementação de novos métodos de locomoção. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater o problema.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que uma das causas que corrobora para a problemática é o aumento decorrente da frota de veículos. Isso acontece, principalmente, em virtude da má qualidade do transporte público. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas pela Ideia Big Data, como por exemplo, os dados mostrando que 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas permissionárias de ônibus negativa ou muito negativa. Nesse contexto, em uma pesquisa realizada pela Mobiliza mostra que entre 3 mil entrevistados, 51% disseram que pretendem comprar um carro nos próximos três anos. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo continuo e favorecem na formação de um problema de dimensões cade vez maiores.
Em segundo lugar, é importante destacar que a falta da implementação de novos métodos de locomoção contribui de forma intensiva para o entrave. Isso porque embora a Constituição vigente evidencia em manter meio ambiente ecologicamente equilibrado isso não é uma realidade no país. Nesse sentido, segundo pesquisas feitas pela EBC, apenas 87 municípios tiveram suas propostas aprovadas em relação a elaboração dos planos de mobilidade urbana. Nesse âmbito, o Estado não contribui com medidas que influenciam o uso de transportes alternativos, por exemplo, a bicicleta. Logo, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Portanto, é fundamental ações para mitigar esse impasse. Nesse viés, o Estado deve assegurar um maior número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população, e diminuir a circulação de carros e aumentar a utilização dos transportes públicos, como das bicicletas. Somente assim, a partir dessas práticas, a problemática será resolvida.