Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 25/08/2020

Carros, motos, ônibus. Esses são os meios de transporte mais comuns nas zonas urbanas brasileiras. Voltando-se para o passado, em 1930, tinha-se no Brasil uma concentração populacional majoritariamente rural. No entanto, com o progresso da indústria, as décadas seguintes foram marcadas por um fenômeno demográfico conhecido como êxodo rural, cujo efeito principal foi à aceleração da urbanização. Por conseguinte, com um aumento exacerbado da população, hodiernamente tem-se também uma crescente crise relacionada à mobilidade urbana, a qual tem tanto causas quanto consequências nítidas.

No que tange às causas, há principalmente um problema estrutural. Conforme indica uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2017, 96% das cidades brasileiras não possuem um plano de transporte em massa. Dessa forma, quando se analisam os dados médios do país, percebe-se que apenas 1% das cidades tem metrô; 35%,ônibus municipal; e, em 68%, circulam vans. Sendo assim, dado esses baixos índices quantitativos do transporte público, torna-se plausível afirmar que efeitos negativos são sentidos pela sociedade.

Já no que concerne às consequências, tem-se o excesso de veículos particulares na pista e, devido a isso, há o aumento do trânsito em horários de pico. Outrossim, o estresse e os atrasos surgem com as ruas congestionadas, problemas esses que afetam diretamente tanto à saúde mental do indivíduo quanto à saúde física do mesmo, visto que a medida que o tempo de tráfego aumenta, cresce-se também a inalação de gases tóxicos provenientes dos combustíveis, tais como o dióxido de carbono(CO2),o monóxido de carbono(CO) e o gás metano (CH4). De tal maneira, a questão da mobilidade urbana não é só importante para o transporte eficiente, mas, também, para a saúde humana.

De acordo com os fatos apresentados, revela-se urgente a mudança na infraestrutura das cidades. Logo, o Ministério dos Transportes em parceria com as Secretarias de transporte e empresas privadas de transporte devem investir na implementação de redes ferroviárias por todo o território, com linhas que atendam as mais diversas regiões, além de reforçar as frotas durante os horários de maior demanda. Para assim, reduzir o uso das estradas, possibilitar o uso pleno e satisfatório dos serviços prestados a população e reduzir os prejuízos causados pela ineficiência dos transportes públicos