Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 28/08/2020
Na década de 1950, ocorreu uma grande transformação na forma e nos meios utilizados pela população para se deslocar dentro de uma cidade. O deslocamento a pé ou por meio de veículos com trações animais, começaram a dar lugar aos automóveis, o que modificou a dinâmica dessas regiões, isso, quando o Estado priorizou o investimento na indústria automobilística. É de fato que a mobilidade urbana tem seus desafios e os seus impactos negativos, como por exemplo, no meio ambiente, e além da falta de alternativa para atender os passageiros que dependem de transportes públicos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, as cidades brasileiras são construídas de modo a favorecer os carros e não aos pedestres e aos modais. De acordo com a IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), na última década, o uso de transporte público caiu 30%, o que significa que o uso do veículo individual motorizado vem aumentando nos últimos anos, uma das principais consequências desse aumento é o crescimento do tempo de deslocamento dos cidadãos, o que antes gastavam minutos, nos dias atuais se transformaram em horas, isso devido ao trânsito, da péssima estrutura, além da falta de investimento.
Por conseguinte, presencia-se um forte poder de influência que prejudicam o ecossistema. Um estudo realizado pelo IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) revelou que os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões dos gases no efeito estufa, eles são os vilões do aquecimento global.
Portanto, é mister que o Governo tome providências para amenizar esse quadro. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) construa projetos de compartilhamento de bicicletas, criando campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o seu funcionamento de uma forma simples que todos compreendam. Para que assim se tenha uma repercussão maior sobre o assunto e que uma atmosfera mais pura/limpa seja alcançada.