Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 28/08/2020
A mobilidade urbana é um problema a ser resolvido, ainda mais nas grandes metrópoles e áreas industrializadas. Com o início da Segunda Revolução Industrial, carros começaram a ser produzidos e comercializados, tornando-se uma maneira prática e rápida de se locomover. Todavia, os engarrafamentos são cada vez mais frequentes, a quantidade de automóveis nas ruas alcançam números expressivos, e, com isso, há um maior acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera, e como consequência, elevando os níveis de poluição e efeito estufa.
Um dos primeiros países a se preocupar com esse quesito, foi o Japão. Houve um grande investimento na construção do trem-bala, que liga Tóquio a Osaka, diminuindo o tempo de percurso e emissão de gases poluentes Entretanto, é necessário ir além. O uso de bicicletas, por exemplo. Elas não precisam de combustíveis fósseis, o risco de acidentes com pedestres é muito abaixo dos registrados com outros meios de transporte, sem constar que o preço é mais acessível.
No Brasil, a população está longe de alcançar a realidade dos países europeus. De acordo com a Receita Federal, 20% da arrecadação com o IPVA, é investido na educação básica, e os outros 80%, não tem destino fixo. É evidente que, apenas uma pequena parcela é destinada à melhoria dos fluxos urbanos. O potencial fluvial também pode ser explorado, sobretudo no Brasil, que possui rios continentais e uma grande costa no Oceano Atlântico, o que permite o desafogar dos tráfegos comerciais das grandes cidades.
Logo, torna-se imprescindível que o Governo Federal, por meio de campanhas midiáticas, elucide a população a desligar os motores dos carros em meio a um congestionamento, mostrando que isso além de diminuir a emissão de gases, pode reduzir os gastos com combustível. É plausível, também, a construção de grandes ciclovias, com projetos sendo ambas uma parceira público-privada, e, à vezes, até, um serviço prestado pela própria comunidade, sem custos adicionais, sendo o único dever do consumidor, devolver a bicicleta intacta ao dono, além do incremento de ferrovias em maior número de cidades, visto que, trens possuem taxa de poluição inferior a automóveis convencionais.