Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 31/08/2020
A mobilidade sustentável nas áreas urbanas é uma questão problemática para a maioria dos países, pois há diversos fatores que dificultam a prática dessa realidade: o intenso tráfego terrestre, a emissão de gases poluentes e a alta concentração demográfica são os principais exemplos. Dessa forma, a inserção de meios de transporte mais ecológicos e que reduzem efetivamente os impactos ambientais - como as bicicletas e as próprias caminhadas - ainda é, e continuará sendo, inviável enquanto a realidade de negligências praticadas pelo Estado e pelo povo for perpetuada. É indubitável que a aquisição de um automóvel, além de demonstrar poder econômico, esclarece como a sociedade desenvolve-se de maneira individualista, ignorando, por vezes, o bem estar social. É imprescindível notar, que em conjunto com os congestionamentos vem à poluição ambiental, causada pela liberação de dióxido de carbono (CO2) e também a poluição sonora. Como resultado disso, têm-se cada vez mais problemas de saúde relacionados à poluição e ao estresse. Igualmente, associar o desejo de consumo individual ao capitalismo, explica muitos fatos na sociedade moderna. Se por um lado existem indivíduos descomprometidos com a sustentabilidade, por outro, é possível notar o crescente número de pessoas que abandonam a rotina diária de entrar em seu automóvel, substituindo-a por transporte coletivo, bicicletas ou caminhadas. Esta prática traz economia financeira, ajuda na diminuição do lançamento de poluentes, redução do estresse e do tempo gasto no trânsito. Descarte, medidas que visam amenizar os desafios da mobilidade urbana ecologicamente aceita são necessárias. Para tal, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Economia, deve promover uma política de aumento de impostos sob combustíveis fósseis, por meio da super taxação tributária nesses para o consumidor final, de forma a reduzir o consumo desse produto e incentivar o povo a utilizar o transporte público e/ou outros de baixo impacto ambiental. Essa medida propõe, em longo prazo, a diminuição expressiva do número de carros na rua em oposição ao aumento de bicicletas e pessoas caminhando, o que configura um cenário muito mais ecológico e consciente.