Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 26/08/2020
Segundo Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, “a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Contudo, as técnicas utilizadas para a promoção da locomoção nos espaços urbanos provocam impactos negativos no bem-estar da população e no ecossistema. Devido a cultura de motorização individual e ao acesso escasso ou de má qualidade nas ciclovias, a integração entre a mobilidade urbana e a sustentabilidade é dificultada.
Durante a década de 1990 houve maior abertura comercial e, assim, intensificou-se a competitividade entre as montadoras brasileiras. Com a redução dos preços dos automóveis, grande parte da população passou a ter poder de compra, o que elevou a quantidade de carros e motos nas ruas. Porém, quanto mais existia a valorização da motorização individual, mais os transportes públicos eram deixados de lado, resultando em congestionamentos e no aumento de gases poluentes e ruídos.
Nesse cenário, o advento de ciclovias tinha o objetivo de mitigar tais problemas e elevar a sustentabilidade, mas encontram-se em pequena quantidade ou em condições ruins. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1300 ciclistas morreram vítimas de acidentes no Brasil, algo que comprova a ineficiência desses espaços. Portanto, muitas pessoas não utilizam as ciclovias por falta de acesso ou por prevenção à saúde pessoal, retomando a utilização dos automóveis individuais.
Assim, a preferência por carros e motos e a carência ou má qualidade das ciclovias são desafios para a mobilidade urbana sustentável. Dessa forma, a mídia deve expor nas novelas e filmes a utilização de ônibus e metrôs por todas as classes sociais, mostrando a procura apenas por uma locomoção mais rápida e sustentável e sem ligação com poder de compra pelas pessoas. Assim, amenizando a necessidade de obtenção de automóveis individuais. Ademais, o governo juntamente com empresas privadas devem aumentar o acesso às ciclovias, investindo em sinalização e na extensão dessas vias, garantindo a eficiência e a maior utilização desses espaços.