Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 26/08/2020

A Constituição Brasileira de 1988 assegura o transporte como direito social. Entretanto, na prática, isso não ocorre pois um dos maiores entraves na vida do cidadão contemporâneo é relativo à mobilidade urbana sustentável. Esse cenário mostra-se parte da realidade por fatores como a negação de recursos voltados à melhoria da mobilidade urbana no Brasil e a negligência governamental com o meio ambiente. Por isso, faz-se imperiosa a discussão sobre locomobilidade urbana no país.

A priori, a má utilização de verbas voltadas à melhoria da mobilidade urbana, por parte do Governo Federal, é empecilho para o aprimoramento desse fator. Desse modo, um exemplo da negação da utilização dos recursos é que, segundo o jornal “Congresso em Foco” do site “UOL”, apenas um quarto dos valores previstos voltados a esse setor foram utilizados de 2010 a 2020. Ademais, sem a liberação de verba para construção de ciclovias, por exemplo, a solução mais viável para parte da população é utilizar o carro individual para locomoção, o que gera um aumento da emissão de gás carbônico, altamente poluente, no ar.

Em segundo lugar, é indiscutível que o poder público se mostra negligente na implantação de fatores sustentáveis para melhoria da mobilidade urbana. Isso porquê, a prioridade de investimento do Ministério da Infraestrutura é distante de uma iniciativa favorável à preservação do meio ambiente, sem adoção de medidas como faixas de ciclovias ou incentivo ao uso do transporte público. Paralelo a isso, a preservação ambiental em todo o território nacional e a melhoria da mobilidade urbana seria garantida.

Conclui-se, portanto, que as dificuldades para implementação da mobilidade urbana sustentável são um fato e necessitam de atenção. Por isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura, citado anteriormente, financiar a criação de novas ciclovias e restauração do transporte público, por meio da inovação tecnológica sustentável, a fim de preservar o meio ambiente e melhorar o fluxo, tanto de pessoas quanto de automóveis nas ruas.