Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 31/08/2020

No que se refere ao transporte de baixo impacto ambiental, é possível afirmar que o Brasil deve investir mais nessa área. Após a Segunda Revolução Industrial, com a modernização e inclusão do modo de produção fordista, o Brasil se encontrou em um surto industrializante e incentivante de compra de veículos, o que levou a um considerável aumento de carros no país — e o consequente aumento de gás carbônico na atmosfera. Essa intensa urbanização desordenada se reflete diretamente nos dias atuais, visto que diversas cidades não foram planejadas adequadamente na infraestrutura para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos, através de meios alternativos e sustentáveis.

Diante desse contexto vale a pena ressaltar que de acordo com pesquisadores, só no Brasil, os carros soltam mais 70 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera decorrentes do uso de gasolina como combustível. O acúmulo desse gás na atmosfera causa o efeito estufa, por conseguinte o aquecimento global, principal causa de diversos problemas ambientais, como o aumento da temperatura e as queimadas.

Na cidade de Vila Velha, a prefeitura lançou o projeto “Bike VV”, no qual foram instalados postos de bicicletas para uso compartilhado, com intuito de minimizar impactos ambientais e desobstruir o trânsito. De acordo com estatísticas, essa medida já evitou a emissão de duzentas toneladas de CO2.

Faz-se necessário, portanto, a ação do Ministério da Infraestrutura em parceria com o Ministério do Meio Ambiente para desenvolver métodos para incentivar formas sustentáveis de transporte. Para isso, os governantes devem implementar projetos similares ao “Bike VV”, bem como construir mais ciclovias, a fim de melhorar a mobilidade urbana. Além disso, também é necessária a ação dos Ministérios em conjunto com os principais meios de comunicação, alertando a problemática do efeito estufa e incentivando, ainda, o uso de bicicletas para a locomoção em destinos não tão distantes.