Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 30/08/2020

Nos primeiros anos do governo de Juscelino Kubitschek entrou-se em ação o Plano de Metas tinha como principal objetivo o desenvolvimento econômico do Brasil. Para alcançar os objetivos do Plano de Metas era necessária uma intervenção maior do Estado na economia, priorizando, então, a entrada de capitais estrangeiros no país, principalmente pela indústria automobilística. Contudo, nesse período o Brasil iniciou o processo de endividamento externo.

Não há dúvidas que na segunda fase da revolução industrial, evoluíram a circulação de mercadorias e de informação, permitindo uma maior integração entre regiões do planeta, viabilizando um desenvolvimento dos meios de transporte. A ideia da circulação irrestrita é relativamente recente. O primeiro automóvel chegou à São Paulo em 1901, logo, o carro virou símbolo de ascensão social devido à sociedade hierarquizada. Ainda em São Paulo foi implantado o rodízio de carros, uma maneira de melhorar o fluxo urbano, no entanto não é uma medida efetiva.

A ineficiência do transporte público faz com que o sonho da maioria das pessoas seja comprar um automóvel. Com isso, aumenta cada vez mais a frota de carros circulando pela cidade. O trânsito caótico, a falta de local para estacionar e as horas perdidas em engarrafamento, culminam em um problema ainda mais grave: o estresse e a perda da qualidade de vida por parte da população. Como exemplo, estima-se que o paulistano perca, pelo menos, 4 horas por dia no trânsito.

Portanto, em vista dos desafios da mobilidade urbana sustentável no Brasil, é imprescindível que o Poder Executivo, juntamente com o Ministério da Saúde, invistam na construção de ciclovias e na melhora dos transportes públicos em geral, além de utilizar a mídia, para conscientizar a população sobre os efeitos da mobilidade urbana, a fim de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, diminuir a poluição no meio ambiente e os casos de problemas respiratórios. Dessa forma, os seres humanos estarão mais perto de uma relação contínua com a natureza.