Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 30/08/2020

A recente dificuldade de implantação de uma intermodalidade de meios de transporte com baixo impacto no meio ambiente é fruto, dentre outros fatores, de uma política que começou no governo de Juscelino Kubitschek e foi copiada por seus sucessores, a qual privilegiou o modal rodoviário, ocasionando uma entrada maciça de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil. Com isso, a população passou a optar por carros como meio de transporte, os investimentos em transporte coletivo forma deixados em segundo plano e, finalmente, nas grandes cidades brasileiras instalou-se um trânsito caótico e agressivo, o qual repele ciclistas e termina por poluir intensamente as cidades.

Com o advento da Revolução Industrial houve um crescimento na aquisição de automóveis. Dessa forma, as empresas, visando o lucro, focaram mais na produção de veículos populares ao invés de investimentos no sistema metroviário, sendo a primeira mais rentável para elas por conta de gastos como manutenção do veículo. Esse aumento acarreta congestionamentos quilométricos nas capitais, pois a elevação da frota não foi acompanhada de um planejamento das cidades para circulação deles, de acordo com matéria do Jornal Folha de S.Paulo

Mesmo tendo ciência disso, o homem continua cada vez mais utilizando de meios altamente danosos ao meio ambiente. Tendo, hoje, vários modos alternativos de transporte e as vezes até mais seguros, como a bicicleta ou até mesmo caminhando.

É necessário que o Ministério da Cultura e o Detran façam cartilhas educativas para serem distribuídas nas auto-escolas, no intuito de informar aos motoristas a importância do ciclista em sociedade. E o Ministério da Justiça, junto à OAB precisam formular leis que garanta a segurança do ciclista na rua.