Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 31/08/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil começou a urbanizar-se de forma rápida e desordenada. Isso se reflete diretamente nos dias atuais, visto que não houve planejamento adequado na infraestrutura das cidades para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos, através de meios alternativos, como as bicicletas. Além disso, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o presidente incentivou o modelo desenvolvimentista do país, no qual foi ampliado em um o poder aquisitivo da população, a fim de estimular a compra de veículos particulares. Portanto nota-se que a grande quantidade de automotores, bem como a falta de projetos que incentivem o uso de alternativas sustentáveis para a locomoção são impasses a serem superados pela sociedade brasileira.
É indubitável que a aquisição de um automóvel, além de demonstrar poder econômico, esclarece como a sociedade desenvolve-se de maneira individualista, ignorando-se muitas vezes, o bem estar social, além de resultar em problemas irreversíveis ao planeta, causada pela liberação de dióxido de carbono (CO2) e também a poluição sonora. Como resultado disso, têm-se cada vez mais problemas de saúde relacionados à poluição e ao estresse. Segundo uma matéria publicada no jornal G1 “Carros são responsáveis por 90% da poluição do ar em São Paulo” E implica que o principal motivo da poluição do ar de São Paulo é o trânsito, e respirar esse ar todos os dias pode provocar problemas sérios de saúde.
Outrossim, associar o desejo de consumo individual ao capitalismo, explica muitos fatos na sociedade moderna. Se por um lado existem indivíduos descomprometidos com a sustentabilidade, por outro, é possível notar o crescente número de pessoas que abandonam a sua rotina diária de entrar em seu automóvel, substituindo-a por transporte coletivo, bicicletas ou caminhadas. Esta prática traz economia financeira, ajuda na diminuição do lançamento de poluentes, redução do estresse e do tempo gasto no trânsito.