Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 31/08/2020
Com o início da Segunda Revolução Industrial, carros começaram a ser produzidos e comercializados, tornando-se assim um artigo de luxo desejado por toda a população. A fim de argumentar sobre essa problemática, cabe analisar não só a preferência desse meio de transporte, mas também o porquê dele causar caos na mobilidade urbana.
Em primeiro plano, é notório a falta de estrutura dos transportes públicios, como exposto pela pesquisa da Folha de São Paulo, na qual os passageiros classificaram os mesmos como ruins ou péssimos, concomitantemente as suas poucas frotas e o uso de automóveis individuais. A utilização de veículos coletivos de diferentes modais ajudaria muito na diminuição do impacto ambiental, já que transportaria um número maior de pessoas.
Outro problema de infraestrutura urbana é a falta de estacionamento seguro para bicicleta, pois se não há onde deixá-las, as pessoas evitam o seu uso. Isto porque a segurança no Brasil é deficiente e os roubos de bicicletas são bastante comuns. Por isso, ter onde estacioná-las com segurança é necessário e é uma medida de prevenção diante da inseguridade. Além de que, preserva a bicicleta de outros danos materiais, como amassos e riscos na pintura caso alguém a derrube quando estacionada num local qualquer.
Destarte, depreende-se que esses desafios necessitam da intervenção civil e estatal. Sendo assim, visando diminuir a circulação de carros e aumentar a utilização dos transportes públicos, como também das bicicletas, o Estado deve, na atuação do Ministério dos Transportes (MT) assegurar um maior número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo sempre o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população.