Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 31/08/2020

Após a Segunda Guerra Mundial, o processo de urbanização no Brasil começou a crescer de forma descontrolada e acarretou em problemas que são mais perspectiveis na atualidade. A construção de rodovias e estradas foi sendo construídas à medida que foram sendo necessárias, sem que houvesse um plano arquiteto por trás. Graças a isso, hoje meios de transporte que causam menos impacto ambiental, como a bicicleta e o transporte público, perderam sua oportunidade de espaço para condução, agravando em uma falta de organização nas estradas do Brasil.

O volume de carros, caminhões e ônibus que circularam no Brasil no ano de 2017 chegou a 43.371 milhões. Essa quantidade de automóveis causa um impacto gigantesco no meio ambiente, de forma negativa. Isso revela que a grande maioria dos brasileiros tem preferência por transporte pessoal, como carros e motos, ao contrário de utilizar ônibus e bicicletas, os quais causam baixo impacto ambiental. Muitos não querem abrir mão de seu conforto e passar a enfrentar ônibus lotados ou ciclovias desorganizadas, mas tal posicionamento deve ser menos visto nas pessoas.

Poucas são as cidades brasileiras que investem em ciclovias no Brasil. Elas são mais perspectiveis nas capitais e metrópoles, onde há muitos habitantes. Cidades médias e pequenas raramente as apresentam, o que desestimula aqueles que têm intenção de utilizar bicicletas como forma de condução. A falta de organização e de preços justos nas frotas de ônibus do país é outro fator que impede que muitos possam aderir à este método de transporte. Frequentemente há ajustes nos preços das passagens de ônibus e nunca são a favor da população, que em sua maioria tem pouco poder aquisitivo e tem muitos gastos com transportes públicos.

Cabe ao Ministério da Infraestrutura investir em ciclovias por todo o país, para que elas possam ser oferecias de forma organizada e para todos. Além disso, devem-se ter reajustes nos valores de passagens de ônibus pra que atenda o poder aquisitivo de toda a população, visto que muitos não têm condições de bancar passagens pra todos os dias. Cabe Ministério da Comunicação investir em propagandas televisivas e campanhas pelas ruas que apresentem para a população o quão agressivo é para o Meio Ambiente a quantidade de CO2 que é liberada pela frota de carros no Brasil e no mundo, incentivando o uso de transportes públicos e bicicletas. Assim, poderemos reduzir a quantidade de carros nas ruas e consequentemente o impacto ambiental que causara.