Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 30/08/2020
O crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, das atividades produtivas e da população acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a conservação da vida no planeta Terra. Nesse viés, é fato que os impactos ambientais tem se feito presente cada dia mais no mundo em que vivemos e isso é, um entrave que precisa ser mitigado. Entretanto, quando esse fato se liga com a mobilidade urbana, esse cenário se torna ainda mais desafiador, seja pelo aumento cada vez maior da produção e compra de automóveis, seja pela miopia do Estado.
Primeiramente, observa-se que preocupações e problemas associados ao impacto ambiental que são gerado pela queima de combustíveis fosseis através dos automóveis e outros veículos não apenas existem como vem crescendo a cada dia. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como a mais recorrente a produção em massa de automóveis, gerando como consequência o aumento da queima de combustíveis. Isso acontece principalmente em virtude de que no sistema de produção capitalista, a obtenção de um veículo possui uma representação ideológica de poder, fazendo com que as pessoas comprem mais e as fabricas como consequência produzam mais. Esses fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem a formação de um problema com dimensões ambientais cada vez maiores.
Em segunda análise, o descaso e a miopia do Estado em virtude dos impactos ambientais gerados pela poluição dos automóveis é outro ponto muito forte que contribui para que empecilhos sejam gerados e a mitigação do problema não se concretize. o Estado não elabora medidas que influenciam o uso de transportes alternativos como a bicicleta, e também não investem de forma correta nos transportes públicos. Dessa forma, mostra-se importante uma melhor atuação governamental em relação às ciclovias das grandes metrópoles e a uma manutenção mais eficiente dos ônibus que circulam pelas cidades. No entanto no que tange a questão dos caminhos para que esses impactos diminuam à uma lacuna na conscientização da sociedade e no dever moral do estado.
Conclui-se que esses desafios necessitam da intervenção civil e estatal. Portanto com o intuito de diminuir a circulação de veículos nas estradas e, aumentar o fluxo e a utilização de meios de locomoção que sejam mais sustentáveis é dever do estado, investir de forma correta nesses meios mantendo sempre o custo dos mesmos ascensível a população e fazendo as devidas adequações. Ademais é necessário que haja uma conscientização direta da população, feita através do estado por meio de campanhas que retratem os impactos ambientais causados pelos automóveis. Sendo assim observa-se-ia uma sociedade consciente e mais sustentável.