Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 27/08/2020
A primeira lei de Newton (lei da inércia) afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações permanecem no país sem que ocorram mudanças. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A primeiro momento, observa-se que dois dos grandes propulsores desse problema são a má qualidade do transporte público e a falta de ciclofaixas nas cidades, que promovem insegurança e desconforto aos usuários. Segundo a revista exame abril (2016) “Há três anos, São Paulo contava com apenas 5 quilômetros de ciclofaixas.” Logo, um dos principais desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental está diretamente relacionado à ineficiência do Estado.
Ademais, vê-se que esse crescimento descontrolado do número de veículos nas ruas brasileiras não provém somente da má qualidade dos transporte público, mas também devido a um pensamento capitalista impregnado na sociedade. Para Zygmunt Bauman, “consumo, logo existo”, ou seja, ter um carro deixa de ser uma necessidade e passa a ser um simbolo de status, acarretando no aumento da poluição do meio ambiente e do fluxo automóveis.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. A primeiro momento, é necessário que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) invistam, por meio de incentivos fiscais, em empresas que promovam aplicativos de transporte, principalmente os de carona compartilhada, como BlaBlaCar, Waze e Uber Juntos, além de o aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, com finalidade de diminuir o fluxo de veículos nas vias públicas. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente em conjunto com as emissoras de televisão poderiam divulgar os malefícios causados pelos automóveis e propagar os benefícios saudáveis e econômicos proporcionados pelas pedaladas. Dessa forma será possível desenvolver um sistema de transporte econômica e ambientalmente viável.