Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 27/08/2020
Desde a segunda metade do século XX, no Brasil, observa-se um grande aumento no número de pessoas. Como consequência disso, houve um aumento disparado em relação ao trânsito de veículos e também de pedestres, tanto através do transporte individual (carros, motos, etc.), como através do uso de transportes coletivos (ônibus, metrôs, etc.)., propiciando a chamada imobilidade urbana.
Segundo o relatório “Estado das Cidades da América Latina e Caribe”, 80% da população latino-americana vive em centros urbanos e 14% (cerca de 65 milhões) habita metrópoles como São Paulo e Cidade do México. O excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, como por exemplo o aumento do problema das ilhas de calor. Também acaba contribuindo para o aquecimento global, devido aos gases liberados dos veículos que intensificam o efeito estufa.
Além disso, o sistema de transporte público tem se mostrado precário, não atendendo a demanda populacional, somando-se a falta de pontualidade e segurança por ele oferecida para os usuários.
Diante dos problemas apresentados em relação a imobilidade urbana, é necessário que o governo priorize investimentos para a construção de ciclofaixas e ciclovias, reformas dos transportes coletivos, das vias de tráfego, como também na criação e utilização do transporte ferroviário que além de ser menos poluente, leva uma grande quantidade de pessoas em pouco tempo e com mais rapidez. Com isso, garante-se um trânsito seguro, eficaz e menos poluente, com uma mobilidade humanizada.